Destaque

Um projeto que nasceu para fomentar a economia criativa na Baixada Santista


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Fotografia por Tatiana Lafraia – integrante do coletivo Mamute Lab
          Comprar direto de quem faz pode ser mais divertido, é mais barato e está super em alta! Indo contra a maré das grandes indústrias e super produções chinesas, O Coletivo surgiu para incentivar o consumo consciente e a economia criativa, jogando luz sobre pequenos produtores e artistas autorais, apresentando trabalhos de alta qualidade.

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Fotografia por Brunita Azevedo

‘A ideia é desmistificar o conceito que artesanato e pequenas confecções não tenham a mesma qualidade que grandes marcas. Ao contrário do que muitos pensam, o artesanato tem muito mais qualidade por ser feito um a um e com todo cuidado. São peças pensadas e escolhidas a dedo pelos artistas. Não há pressa na produção, pelo contrário! Há muito cuidado e carinho em cada etapa do processo’, explica Aline Tolotti, idealizadora e organizadora do projeto.

Conheça melhor o projeto e todas edições que já rolaram nos álbuns em nossa fanpage lá no facebook e prestigie os mais de 100 artistas que já passaram pelos nossos eventos!

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Cookies Delí: empreendimento materno com muito amor

          Uma mãe cheia de habilidades. Assim pode-se definir a Natali Gifoni C. Fernandes, criadora da Cookies Delí. Formada em Publicidade e Propaganda, pós-graduada em Administração de Empresas, ela, até pouco tempo, trabalhava como assistente financeira.
          Toda essa versatilidade profissional ficou ainda mais evidente quando ela se tornou mãe e decidiu junto com o Roberto, seu marido e parceiro de empreendedorismo, que não trabalharia fora durante um tempo. “Nunca me imaginei empreendedora, mas a maternidade muda tudo em nossa vida”.
          No meio da loucura que é encarar a vida de mãe, ela conta que aproveitou para colocar em prática seus dotes confeiteiros. Fez alguns cookies deliciosos e macios em casa e todo mundo que provou, amou. E foi aí que a ideia de empreender começou a brotar. “O Roberto, que sempre esteve do meu lado, disse: porque você não faz pra vender? Ele sim tinha a mente empreendedora”, ela reflete.
“Eu respondi que nem tomar banho eu conseguia direito, imagina fazer algo com compromisso… Mas é claro que me aguçou o desafio e a oportunidade de ser uma mãe empreendedora. Seria um sonho poder trabalhar e ainda estar com as minhas meninas”.
          No mesmo ano, ela resolveu fazer uma fanpage no Facebook e, com a proximidade do Natal, as encomendas começaram e não pararam mais. A Cookies Delí já era um negócio. Um empreendimento materno. Mas de onde vem essa mão para fazer cookies tão caprichados e cheios de sabor?
Ela conta: “Minha mãe sempre fez doces muito gostosos e eu sempre estava do lado aprendendo, ajudando, atrapalhando… Um belo dia tive vontade de comer cookies macios, foi então que eu fui lá e fiz, sem nenhuma pretensão”.
          E não é que deu certo? Tudo, é claro, com a ajuda de seu companheiro, Roberto. “Ele foi essencial para todo o início e é até hoje meu maior incentivador, muitas vezes meu ajudante e quem me fez acreditar que tudo daria certo”.
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Fotografia: A. Cervantes / Edição de Páscoa – Abril
          Ela, que nunca sonhou em empreender, se pergunta hoje como conseguiu viver sem este ofício antes de tudo começar. “Descobri que nasci pra ter mais essa realização na vida. Algo que eu pudesse chamar de meu. Poder inovar, moldar, mudar, criar. Me completou ainda mais por ser um empreendedorismo materno. Sou muito mais feliz por ter conciliado essas duas missões”, reflete.
          Presença confirmada no O Coletivo desde o início do projeto, ela revela que estar ali junto com outros empreendedores e artesãos é uma forma maravilhosa de expor os produtos.  É como uma vitrine. Estar cara a cara com o cliente faz toda a diferença para o crescimento de um negócio.”
        Você encontra os produtos Cookies Delí mensalmente e ao vivo na feira  O Coletivo e também nas redes sociais da marca:
Instagram: @cookies_deli
Whatssap: (13) 98127-7730
          Vem pro Coletivo! Os deliciosos cookies e mais de 20 criativos com produtos exclusivos, troca de livros, nosso projeto Livro Livre pela cidade, sorteios de três cestas recheadas, comidinhas deliciosas e nesta edição também com a discotecagem do querido João Romualdo, que também estará com a Artedois Santos e uma seleção de discos incríveis para quem é fã de vitrola. Já sabe, né? Anote na agenda e convide todo mundo para curtir mais uma edição animada com a gente: O Coletivo – feira de criativos – 17 de setembro no Kawabanga :: Av. Siqueira Campos, 431, canal 4 – Santos/SP.

Betinho Neto: um incansável sonhador, nosso designer e parceiro.

incansável
adjetivo de dois gêneros
  1. 1.
    que não se cansa; que nada é capaz de cansar.
    “orador i.”
  2. 2.
    que não descansa; ativo, laborioso, enérgico.
    “i. organizador”
          Incansável! Betinho Neto é leonino, puro amor, designer gráfico do Coletivo, nosso apoiador, parceiro do projeto, criador da Revista Sanatório Geral, produtor no Andança, está buscando a felicidade (seja ela onde for), é um ser humano sem igual, tem um coração maior do que ele mesmo e chegou aqui para contar pra gente um pouquinho do que pensa, sonha e faz dessa vida!
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Fotografia por A. Cervantes
Quem é Betinho Neto?
“Betinho neto está em busca de ser uma pessoa boa. E boa é no sentido de ser bom para as pessoas. Eu sou um grande buscador da felicidade eu acho. Do bem estar, do amor. Achei que era tanta coisa antes… mas hoje eu sou isso!”
O que significa e qual propósito do Andança pra você?
“É resgatar a música nacional de qualquer tipo, de É o Tchan até Elis Regina para as pessoas do Brasil. Eu acho que as pessoas precisam conhecer mais o país em que elas moram, a mistura maravilhosa e cultural do país que elas moram, que é um mais ricos culturalmente do mundo, que tem de tudo, uma diversidade maravilhosa, mas que existe muito preconceito e tal. Mas existe uma galera que tá afim de quebrar esse preconceito e conhecer coisas novas e tem uma galera que tá a fim de testar coisas novas. O Andança musical com os shows foi muito significativo pra mim porque você tirou músicos que só tocam um certo tipo de música – e colocar eles para cantar coisas nada a ver com eles – eles toparam esse desafio e foram lá e fizeram shows incríveis, emocionantes, lindos e agora a gente tem uma coleção nova vindo para tornar as paredes das casas brasileiras… (pausa) eu acho que a gente esqueceu do orgulho de ser brasileiro, da arte brasileira – porque a arte do Brasil é motivo de orgulho, a gente tem as melhores cantoras do mundo. Reconhecidas mundialmente! Elis Regina, Elza Soares, Maria Bethânia, o timbre de voz, incríveis! Tem poetas incríveis como Chico Buarque, Milton Nascimento e agora a gente tem Anitta explodindo por aí, Pabllo Vittar… é tanta gente que merece orgulho! Porque são pessoas que merecem ser reverenciadas por alguma coisa. E eu acho que o Andança que reverenciar isso, O Brasil para o Brasil, não importa que seja um pouquinho para pouquinhas pessoas, mas o trabalho de formiguinha é importante e a gente esqueceu desse trabalho. Faz aos pouquinhos, resgate umas coisas.  A gente fez uma andança samba de mulheres que foi um resgato. A gente fez Clementina de Jesus e tinha gente que nunca tinha ouvido Clementina de Jesus, não sabia quem era Clementina de Jesus! A gente precisa proporcionar pro outro a chance de conhecer coisas maravilhosas.
É abrir não a porta, mas a janela, para deixar as pessoas voarem. Ninguém pode ser preso em nada. Todo conhecimento é de todo mundo. Eu acho que o Brasil e sua cultura tem um conhecimento tão amplo e tão incrível, começando com nossa língua, nossa forma de se comunicar e nossa forma de estabelecer conexões, que merecem ser divulgados para todas as pessoas desse país.”
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Inauguração da Coleção Andança no projeto Coletivo – edição de agosto – especial dia dos pais. Fotografia/divulgação: projeto O Coletivo
Sobre fazer da arte seu trabalho, o que isso significa pra você?
“Eu acho que meu trabalho não é arte. Ele é um grande combinado do que as pessoas me pedem. Eu só traduzo o que elas querem que eu faço para elas. Arte é o que eu faço pro Andança. Fora isso eu acho que é um combinado da gente. Mas eu quero citar uma pessoa que me deixou muito feliz e foi um dos melhores trabalhos que já fiz que é o Marcus di Bello – Sleep Mode, que o programa dele é apenas uma mosca e só. Só tem a mosca. Meu trabalho é traduzir o que as pessoas estão querendo falar numa imagem.”
 
O que é cultura pra você?
“Cultura é você, a música da sua língua, é o que você gosta, o que o seu país produz. É você comer baião de 2 e ficar meia feliz. Cultura é orgulho. Cultura é o que a gente é, de onde a gente veio, o que acalanta o coração.”
 
Qual seu maior sonho profissional?
“Meu maior sonho profissional é poder trabalhar com um projeto que tenha um fator social envolvido. Um exemplo disso é O Coletivo e o tema do dia dos pais. É sempre valorizar o pai que é qualquer pessoa, a mãe que é qualquer pessoa. Meu sonho profissional é poder coordenar uma equipe humanizada. Humanizar uma equipe. Ter um cliente humanizado, e tornar essa marca humanizada, e mostrar que é tão fácil cuidar de gente, vendendo miojo… (risos). Mas tenho medo disso hein, não sou expert! Mas, esse é meu maior sonho!”
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Fotografia A. Cervantes

 

Se você pudesse doar um sentimento para as pessoas, o que doaria?
“Doaria paz, calor dentro do nosso coração. Doaria dois bracinhos dentro de cada um para abraçar nosso coraçãozinho e energia. Se eu pudesse, sabe, eu doaria para todos os amigos e todas as pessoas que eu amo, tudo meu. Porque todas as pessoas que estão na minha vida e que eu amo, merecem todo amor desse mundo. Então o que eu daria e tiraria de mim seria toda paz do mundo. Quando a gente está em paz, a gente consegue enxergar o mundo e ir para o caminho certo.”
 
Para você, o que é transformar?
“Transformar é abraçar. Abraço bem forte, sabe? Acho que quando você abraça uma pessoa bem forte você transforma essa pessoa.”
A gente pode abraçar de várias formas, com arte, pode abraçar com gesto, uma coisa, uma frase, um post no facebook, mas a maior transformação pra mim é você tomar alguém nos braços. Quando você toma essa pessoa nos seus braços, ela não será mais a mesma. Um abraço é a união de dois corações, que se distanciam e são outras pessoas. Acho que pra mim, isso é transformar.
 
Qual sua dica para um empreendedor realizar um sonho profissional?
“Para de ouvir que não vai dar certo, primeiro começa e depois dá certo. Pára de ser louca! O ditado mais velho do mundo e que ninguém mais sabe: quem não arrisca, não petisca.”
Então em três palavras, quais são as inspirações de vida para o Betinho neto?
“Jarina, Robson e Fernanda.”

Acompanhe também a coleção Andança na loja virtual, pela fanpage do projeto no facebook  e nos pontos de venda: Loja Disqueria (Av. Cons. Nébias, 850 lj 4) , no bar Porto Brasil (Rua XV de Novembro, 18, Santos ), no Ateliê da MrN Bolsas (Rua Goiás, 154 altos) – e em São Paulo na Casa Elefante (Rua Cesário Mota Junior, 277 Sobreloja, Vila Buarque).

Já conhece ou quer conhecer mais sobre o trabalho desta pessoa incrível? Olha só onde você pode encontrá-lo: 
Betinho Neto
QG Sanatório | Revista Sanatório Geral

(11) 94028-1021 (Nextel)
+QGSANATÓRIO
(Portfólio de projetos e designer)
+SANATÓRIO GERAL
(Revista e ações do Coletivo)

A simpatia por trás da Nós Macramê tem nome: Lívia Ceciliano.

         Responsável pela criação e produção de cada plant hanger que colore e enfeita seu stand no projeto O Coletivo, Lívia, que aprendeu o macramê nos anos 70, voltou a fazer este trabalho manual há pouco tempo, a pedido da filha, Gabriela.
Fotografia por Amanda Cervantes
          “Ano retrasado, a moda voltou e minha filha pediu que fizesse um pra ela, e eu estava sem nada pra fazer, tinha pedido demissão depois de dez anos no mesmo emprego e estava bastante deprimida”.
          Ela pesquisou fios coloridos que permitissem a técnica e se encantou com a variedade de cores. “Fiz de todas as cores, a Gabriela ficou com alguns, postou uma foto nas redes sociais e, com isso, vendi vários”. Mesmo assim Lívia conta que para vender todos os outros que havia confeccionado, foi atrás de bazares especializados em artesanato, mandou fotos e foi aceita. Segundo ela, foi a melhor coisa que fez. “Conheci pessoas incríveis e passei a ter muito o que fazer. Ano passado cheguei a participar da Casa Cor Oficial Rio, me descobriram pelo Instagram, é muito bom ter seu trabalho reconhecido”.
Fotografia por Brunita Azevedo
          Sobre seu novo ofício, Lívia, que é expositora fixa do projeto O Coletivo desde a primeira edição, reflete: “Empreender pra mim é viver, manter a cabeça e o corpo funcionando. Sou bastante desorganizada na parte administrativa, prefiro criar e produzir, mas uma hora eu tomo jeito, pra mim o que mais vale é ter ocupação”.
          Para ela, eventos como O Coletivo são muito importantes para impulsionar e fomentar o empreendedorismo e a arte. “Adoro o Coletivo pelo clima de amizade, a energia das pessoas envolvidas e principalmente pela seriedade da curadoria que sempre traz artesãos e trabalhos realmente manuais e de muito bom gosto. Costumo participar de outros inclusive em São Paulo e acho que esse movimento é muito importante para divulgação de trabalhos artesanais e também para girar a economia criativa.”
Fotografia por Caroll Solari
          Lívia Ceciliano é nossa empreendedora do coração! Desde o início do projeto, sempre firme, alegre e impulsionando ideias, é uma criativa inquieta, que incentiva outros artistas e que sempre esteve caminhando (e segurando na mão) lado a lado conosco. Obrigada, Lívia! Você é muito especial em nosso projeto!
         Neste domingo (06), a Nós e outros 21 criativos estarão reunidos para um encontro especial! Confirme sua presença no evento oficial e fique por dentro de todas as atrações e tudo que vai rolar! Só clicar aqui ó: O Coletivo – feira de criativos – 06 de agosto no Kawabanga Bar, na Av. Siqueira Campos, 431 – canal 4, Santos (SP).
          O evento acontece neste domingo, das 15 às 21h, a música ficará por conta dos quatro papais Djs convidados para os setlists, uma exposição de câmeras analógicas e um bate-papo com demonstração de revelação manual, sorteios de três cestas recheadas de produtos handmade dos expositores da edição, a estreia do projeto Livro Livre, o cantinho de leitura para troca ou para levarem seus exemplares preferidos para casa, drinks deliciosos, café com copinho especial pela Cookies Delí e muitas delícias para comer (inclusive veganas – mais uma novidade!). Para passar um domingo delicioso com essa galera, vem pro Coletivo!
         Você encontra os produtos da Nós mensalmente e ao vivo na feira O Coletivo e também nas redes sociais da marca:
Fanpage: /nosmacrame
Instagram: @nos.macrame